Contribuintes que costumam deixar a declaração do Imposto de Renda para o último momento, acreditando que isso pode aumentar a restituição, precisarão repensar essa abordagem a partir de 2026.
Isso se deve ao fato de que, conforme informações da Receita Federal, o atraso na entrega não resultará em um aumento expressivo no valor a ser restituído neste ano.
A nova dinâmica de pagamentos promete acelerar a devolução dos valores para a maioria dos cidadãos que declara o imposto.
A seguir, compreenda como ocorrerá o pagamento da restituição do Imposto de Renda, quantas pessoas poderão ser beneficiadas e avalie se é vantajoso entregar a declaração antecipadamente.
Por que não compensa mais atrasar a declaração?
Anos anteriores mostraram que muitos contribuintes preferiam enviar suas declarações tardiamente para se beneficiar da correção pela taxa Selic, que incide sobre as restituições.
Ao manter o dinheiro por mais tempo com a Receita Federal, houve uma correção que poderia render mais do que investimentos conservadores, como os oferecidos pela poupança.
No entanto, em 2026, essa situação mudou. A Receita planeja pagar até 80% das restituições nos dois primeiros lotes, diminuindo o período de espera e, por consequência, reduzindo os ganhos com correção.
Confira: Tabela Imposto de Renda
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Como será realizado o pagamento da restituição em 2026?
O calendário para os pagamentos da restituição deste ano terá uma distribuição mais rápida dos valores.
A previsão é:
- 40% dos contribuintes receberão no primeiro lote (29 de maio)
- Outros 40% no segundo lote (30 de junho)
Dessa forma, a maioria dos contribuintes não precisará esperar meses para receber sua restituição, como ocorria anteriormente.
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Quantas pessoas devem receber restituição?
A Receita Federal já processou milhões de declarações até o momento, e a maior parte delas apresenta valores a serem restituídos.
A expectativa é que:
- Cerca de 44 milhões de declarações sejam submetidas em 2026
- Aproximadamente 60% desses declarantes têm direito à restituição
- Isto representa cerca de 26 milhões de contribuintes recebendo valores de volta
Isto indica que uma grande quantidade de brasileiros que realizam suas declarações terá direito à devolução.
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A restituição ainda é corrigida pela Selic?
Ainda sim, a correção da restituição pela taxa Selic continua válida até o momento do pagamento. Contudo, como a espera entre a entrega e o recebimento será menor para muitos contribuintes, o impacto desse rendimento tende a ser reduzido.
Isto significa que os ganhos adicionais por atrasar a entrega serão inferiores aos verificados em anos anteriores.
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É vantajoso entregar cedo?
Certo! Além da possibilidade de receber antes, quem realiza a declaração do IR antecipadamente desfruta de outros benefícios:
- Maior probabilidade de ser incluído nos primeiros lotes
- Menor chance de cometer erros devido à pressa na entrega
- Sobra mais tempo para corrigir eventuais inconsistências
Além disso, grupos prioritários têm acesso antecipado, incluindo: idosos, professores, pessoas com deficiência e aqueles que utilizam declaração pré-preenchida ou Pix.
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Quais as consequências do atraso no envio?
É fundamental esclarecer que existe uma diferença significativa entre entregar tardiamente dentro do prazo e enviar fora dele.
Aqueles que ultrapassarem o prazo final (29 de maio) sujeitam-se a penalidades como:
- Multa mínima fixada em R$ 165,74
- Juros sobre impostos pendentes
- Possíveis restrições no CPF
A Receita informa que essa mudança visa aumentar a eficiência do processo e aproximar-se de um modelo automático.
No futuro, pretende-se garantir um retorno rápido para quem não possui pendências, evitando longas esperas.
A partir de 2026, deixar para depois a entrega do Imposto de Renda deixou de ser uma estratégia vantajosa. Com os pagamentos acelerados,a rentabilidade pela correção da Selic diminui significativamente.
Dessa forma, continuar enviando sua declaração o quanto antes permanece sendo a melhor opção para assegurar prioridade e evitar complicações.
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